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Uma invasão catita

16 DE DEZ - Mata da Machada

16 de dezembro, terceiro domingo do mês, dia de Invasão ao Domingo, uma espécie de contra-invasão em que aparece quem quer para ajudar a conter a invasão das acácias que deixámos crescer demasiado tempo.

A Rosa e eu decidimos que estava um dia bom para passear, depois da chuvada da noite anterior, e resolvemos ir andando ao longo da ribeira para ver como se estavam a comportar os pequenos diques que se estão a pôr ao longo da ribeira do Zebro para ajudar a renaturalizar o leito.

Fomos andando, arrancando algumas acácias que estão a nascer das sementes que há aos milhões na mata (felizmente a maioria nunca dará origem a novas árvores adultas), fomos retirando os rebentos que de vez em quando surgem nas árvores já descascadas e com a copa morta (para impedir que captem energia para a raiz, permitindo a sua sobrevivência) e quando nos parecia que algumas árvores que tinham ficado para trás sem ser descascadas podiam permitir o descasque, lá nos atirávamos a elas.

Duas pessoas a fazerem um passeio agradável, olhando para o que ia aparecendo (que pena nenhum de nós saber o suficiente de cogumelos, que nesta altura aparecem em abundância), conversando sobre o efeito do trabalho que se está a fazer na ribeira, discutindo a esperança de que os salgueiros venham a substituir as acácias, notando a diferença da vegetação no solo dos sítios em que a sombra das acácias ainda domina, para os sítios em que o Sol já chega ao chão, ainda assim demos cabo de mais de uma centena de acácias, fosse por arranque, descasque ou retirada de rebentos novos.

Ao terceiro domingo de cada mês estamos lá para dar uma mãozinha, mas em qualquer altura, qualquer pessoa ou grupo de amigos, num par de horas, tem muito mais importância para o futuro da Mata do que possa pensar. E, ao mesmo tempo, fazer um passeio simpático e agradável.

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